コーヒーは我が国で、香しい風味と独特の飲み心地で親しまれている。缶コーヒーやインスタント製品も買えるし、一杯100円から200円前後のファーストフード店も登場しているためか、コーヒーの値段を気にかける人は少ないのではないだろうか。 しかしこのコーヒーは限られた発展途上国で生産されるのに、消費されるのは欧米などの先進諸国がほとんどだ。その上、価格はニューヨーク商品取引所の(注1)先物取引で基本的に決定され、小規模栽培が多い現地生産者は価格形成において無力に等しいと言う。こういう投機的で不公平な価格メカニズムが、先進国消費者の無知と無関心に支えられ、発展途上国の社会生活を著しく歪めていると言うのが本書の基本的な認識である。主に取り上げられているのは、我が国で人気の高い品種キリマンジャロだ。アフリカ・タンザニアで生産されるこのコーヒーは、生産量は多くないけれど、酸味が強くコクのある味わいが好まれている高級種の一つだ。著者の調査によると、日本の喫茶店で飲むキリマンジャロが一杯450円だとすると生産者の取り分は僅か2円に過ぎない。最近はコーヒーの国際価格が落ち込んだ上にタンザニアのシリング相場が降下して、日本のコーヒー価格は現地生産者価格の800倍を超える「驚愕の数字」になると言う。「コーヒーの香味は七割が(注2)生豆の生産・流通、二割が焙煎、一割が抽出の技術に依存する」のに、「七割の貢献」が何百分の一という価値にしか評価されないメカニズムこそ価格形成の歪みを示していると言うのだ。世界のコーヒー生産量の約4割はブラジルが占めている。しかも天候などによって生産量は毎年変化する。ところがブラジルの価格はニューヨークの先物取引で決まるため、投機対象とされて乱高下する。アフリカの生産者があずかり知らないうちに影響をもろにかぶってしまう。価格の下落が続くと、家族栽培がほとんどのタンザニアでは、生産者の生活が成り立たない。世帯主が(注3)出稼ぎに行かざるを得なくなるだけでなく、子どもを学校に行かせられなくなるなど影響は大きい。そこで生産者らの暮らしを保証する最低価格で取引を進めようというフェアトレードが大きな課題になってくると言う。実はこういう不公平な価格メカニズムはコーヒーに限らない。 バナナや養殖エビ、衣料など挙げ始めるときりがない。身の回りの品々がどういう仕組みで輸入されているか、現地の人々の暮らしを支える仕組みはどうなっているか。本書は単にコーヒーの問題を提起するだけでなく、私たちの暮らしと世界の繋がりを見る目を刺激して、おいしい飲み物や食べ物が、実は途上国の苦い現実から生まれていることを教えているのである。辻村英之著『おいしいコーヒーの経済論』の書評―久保田千秋による―
O café é popular em nosso país devido ao seu aroma delicioso e à sensação única ao beber. Além disso, é possível comprar café em lata e produtos instantâneos, e, com o surgimento de lanchonetes que servem uma xícara por cerca de 100 a 200 ienes, talvez poucas pessoas se preocupem com o preço do café. No entanto, este café é produzido apenas em alguns países em desenvolvimento limitados, enquanto o consumo é feito quase exclusivamente por países avançados, como os da Europa e da América.
Além disso, os preços são basicamente determinados pelo mercado futuro da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nota 1), tornando os produtores locais, em sua maioria pequenos agricultores, praticamente impotentes na formação dos preços. A compreensão básica deste livro é que esse mecanismo de preços especulativo e injusto, sustentado pela ignorância e pela indiferença dos consumidores dos países desenvolvidos, distorce significativamente a vida social nos países em desenvolvimento. O foco principal é a variedade Kilimanjaro, muito popular em nosso país.
Este café, produzido na Tanzânia, na África, embora não tenha grande volume de produção, é uma das variedades premium mais apreciadas devido ao seu sabor encorpado e acidez marcante. De acordo com a pesquisa do autor, se o café Kilimanjaro servido em cafeterias no Japão custa 450 ienes por xícara, a parte que vai para o produtor é de apenas 2 ienes. Recentemente, com a queda dos preços internacionais do café e a desvalorização do xelim tanzaniano, o preço do café no Japão ultrapassou em mais de 800 vezes o preço pago aos produtores locais, um 'número chocante'.
Embora o aroma e o sabor do café dependam em 70% da produção e distribuição dos grãos verdes (Nota 2), 20% do torrefação e 10% da técnica de extração, é o mecanismo que avalia essa 'contribuição de 70%' como apenas uma fração ínfima do valor que revela a distorção na formação de preços. Aproximadamente 40% da produção mundial de café vem do Brasil. Além disso, o volume de produção varia a cada ano devido a fatores como o clima. No entanto, como os preços do café brasileiro são determinados pelo mercado de futuros em Nova York, eles sofrem flutuações extremas devido à especulação.
Os produtores da África sofrem impactos severos sem que saibam. Com a queda contínua dos preços, na Tanzânia, onde a maioria da produção é familiar, a vida dos produtores se torna insustentável. Além de o chefe da família (Nota 3) ser forçado a buscar trabalho fora, as crianças deixam de frequentar a escola, o que gera um grande impacto. Assim, o comércio justo, que busca realizar transações a um preço mínimo para garantir o sustento dos produtores, torna-se um grande desafio.
Na verdade, esse mecanismo de preços injusto não se limita ao café. Bananas, camarões cultivados, roupas e assim por diante; se começarmos a listar, não há fim. Este livro não apenas levanta a questão do café, mas também estimula nossa visão sobre a conexão entre nossas vidas e o mundo, ensinando-nos que as bebidas e comidas deliciosas que consumimos, na verdade, nascem da amarga realidade dos países em desenvolvimento.
Resenha do livro 'A Teoria Econômica do Café Delicioso' de Hideyuki Tsujimura, por Chiaki Kubota.